23/06/2017

É BOM QUE SAIBAMOS ACEITAR AS MUDANÇAS, ACEITAR AS ALTERNATIVAS: Pascoal Baptistiny, director executivo da MBAKITA


É BOM QUE SAIBAMOS ACEITAR AS MUDANÇAS, ACEITAR AS ALTERNATIVAS: Pascoal Baptistiny, director executivo da MBAKITA
Lobito, 23.06.2017

A OMUNGA esteve em Menongue, Kuando Kubango e pôde conversar com Pascoal Baptistiny, director executivo da MBAKIT A que, ao falarmos das eleições, aconselhou para "que nos consideremos como irmãos, como compatriotas acima de tudo, não como inimigos. A política é uma arte de desenvolver a vida do homem, desenvolver a própria cidade, mas deve ser feita dentro de um prisma de paz, dentro de um prisma de reconciliação, dentro de um prisma de visão sobre a própria governação, sobre a própria democraia e do próprio Estado democrático e de direito.

Se nós não percebermos o que é a democracia, o que é o Estado democrático e de direito, certamente vamos continuar na mesma onda como se ainda estivessemos no mono-partidarismo e então a população tem que se abrir, é um processo, mas é bom que saibamos aceitar as mudanças, aceitar as alternativas, aceitar tudo aquilo que leva o homem a um desenvolvimento multifacético."

ESCOLHER OS DIRIGENTES QUE POSSAM DIRIGIR OS INTERESSES DO POVO, É A MENSAGEM DO DIRECTOR DA ESCOLA DA LÓMIA, NO CAIMBAMBO, PARA AS ELEIÇÕES 2017


ESCOLHER OS DIRIGENTES QUE POSSAM DIRIGIR OS INTERESSES DO POVO, É A MENSAGEM DO DIRECTOR DA ESCOLA DA LÓMIA, NO CAIMBAMBO, PARA AS ELEIÇÕES 2017
Lobito, 23.06.2017

A OMUNGA ouviu Quinto Chivela, director da escola primária Mutu-ya-kevela, localizada na aldeia da Lómia, município do Caimbambo que expressou que "as eleições num determinado país democrático, o povo está oficializado para ir às eleições votar e escolher os seus dirigentes que possam dirigir condignamente os interesses do povo.

Esperamos que as mesmas [as eleições] sejam bem-vindas, bem executadas e o pessoal que lá vai esteja consciencializado que não saia mais conflitos, todos com um coração aberto, com um coração único, iremos pra lá alegremente de maneiras que não criemos tumúltos a esta bela pátria, terra angolana."

O CONTRIBUTO DA CULTURA HIP HOP NA CONSOLIDAÇÃO DA PAZ, FOI TEMA DE DEBATE NO QUINTAS DE DEBATE (o vídeo)


O CONTRIBUTO DA CULTURA HIP HOP NA CONSOLIDAÇÃO DA PAZ, FOI TEMA DE DEBATE NO QUINTAS DE DEBATE
Lobito, 22.06.2017

Na passada quinta-feira, 15, a OMUNGA em parceria com o Movimento de Rua, realizaram em simultâneo, duas actividades, no Hotel Praia Morena em Benguela, a partir das 15 horas.


Juntou-se assim um Quintas de Debate que abordou "O contributo da cultura Hip Hop na consolidação da Paz" e em que foram palestrantes os músicos Cândido Toca e Juca Manjenje, ambos do Lobito.

Depois, fez-se o lançamento e a apresentação do EP "Eleições Livres Já", com músicas do estilo rap gravadas especialmente para a campanha de educação cívica eleitoral levada a cabo pela OMUNGA.

As actividades enquadram-se nos projectos Quintas de Debate e Eleições Livres Já! apoiados pela OSISA e têm como objectivo promover a participação cívica e pacífica dos jovens no processo democrático.

19/06/2017

MCK NO LOBITO, NO ANIVERSÁRIO DA OMUNGA – “Uma juventude governada por velhos”


MCK NO LOBITO, NO ANIVERSÁRIO DA OMUNGA – “Uma juventude governada por velhos”
(Entrevista em vídeo)
Lobito, 19.06.2017

MCK, o rapper conhecido também por Katrogi, aterrou no aeroporto da Catumbela, já no final da manhã de sexta-feira, 16, proveniente de Luanda. O objectivo desta viagem foi o de participar nas actividades comemorativas do 11º aniversário da OMUNGA.

Inicialmente, previa-se a realização de um espectáculo de Rap, na comunidade do 16 de Junho, Bº 27 de Março, zona alta da cidade do Lobito, nesse dia, a partir das 17 horas. Infelizmente, a organização viu-se obrigada a alterar o horário devido à limitação imposta pela administração municipal do Lobito, que estabelecia as 18 horas, como limite para as actividades.

Várias opiniões acham que essa limitação de horário teve precisamente como propósito impedir a realização do referido espectáculo. A OMUNGA tinha organizado actividades no período da manhã, envolvendo crianças daquela comunidade, de 3 escolas primárias públicas do Lobito, crianças do Caimbambo e do Huambo, no período da tarde com uma feira da sociedade civil e uma sessão de graffiti e então, previsto a partir das 17 horas arrancar com o espectáculo de rap que contaria com músicos do Lobito, Luanda, Huambo e Caimbambo.

É importante recordar que várias actividades do género organizadas pela OMUNGA, foram várias vezes impedidas e sofreram a intervenção da polícia, nomeadamente em 2011 e em 2016, durante o OKUPAPALA.

Esta imposição obrigou à mudança de horários à última da hora, trazendo sérios transtornos na sua divulgação e mobilização.

No entanto, o mais importante é que o referido espectáculo teve lugar. No final, a OMUNGA ouviu o MCK.

Relação com a OMUNGA
Para mim é sempre um enorme prazer trabalhar para a OMUNGA ou cooperar com a OMUNGA. Eu acho que a primeira vez que cá vim foi em 2006, se não estou em erro e desde 2006 até agora firmámos uma parceria que eu acho que cresce todos os dias e o que me faz feliz, que me dá prazer de estar cá sempre e das vezes que me dá vontade de voltar, é a respeitabilidade e a grande preocupação que a OMUNGA tem em trabalhar no interior das comunidades. E aqui, 16 de Junho, nesse caso concreto, é uma comunidade que a OMUNGA tem uma parceria praticamente nos 11 anos de existência e para mim é uma das maiores felicidades fazer com que a minha música contribua para a mudança e o melhoramento das condições de vida das pessoas. Se a minha música contribui para que as pessoas cresçam a nível de consciência, se a minha música contribui com que as pessoas consigam colmatar aquelas insuficiências de educação, do exercício de cidadania, do conhecimento dos seus próprios direitos, do aprendizado daquilo que são os direitos humanos e terem instrumentos de defesa e poderem-se defender por si só, para mim é um enorme prazer.

Acabar um concerto, perto de 30 minutos [depois] e ter esse calor lá fora, esse barulho, essas vozes e as pessoas à espera para dar um abraço, para mim é uma mensagem de esperança e acima de tudo de transformação de consciência. É basicamente o trabalho que a OMUNGA tem feito e nesse 11º aniversário, tem um tema muito extraordinário e um momento muito especial no nosso país.


Angola em momento de pré-campanha eleitoral
Estamos neste preciso momento a atravessar o momento pré-eleitoral e é desejo da OMUNGA e de todos os angolanos de boa fé, que tenhamos então eleições verdadeiramente livres, justas, que tenhamos um processo com lisura, transparência, onde os angolanos sejam participes da transformação e da edificação de um país onde cada um de nós pode colocar a sua pedrinha na edificação de um país melhor. Um país que não seja aquele país hipotético de quem sonhou pela independência antes de 75, ou de quem viu a paz em 2002 e aspirava a ter a transformação. É o país da minha geração que, por exemplo, nascemos na década de 80, que querem combater os novos males que é a corrupção, o nepotismo, o tráfico de influência, coisas que têm estado a obstaculizar, dum modo geral, o futuro do nosso país. Então há um amor desmedido, aliás, a OMUNGA sabe que no meu coração tem um terreno de 30 por 20 que podem começar a construir a aqualquer altura, que é só mandar chamar, que eu estarei aqui para me doar completamente pelas causas que a OMUNGA tem defendido dum tempo a essa parte.

Mensagem de paz para os principais actores políticos
A minha mensagem principal para estas eleições, considerando todo o passado histórico que já vivemos, era uma mensagem de tolerância, onde podessemos, cada um de nós, ouvir um bocadinho mais os outros, compreender os outros, e perceber que nas nossas diferenças vai ter a diversidade e a grande riqueza desse mosaico chamado Angola. Se pensarmos que as ideias diferentes podem conflituar para o encontro do bem comum de todos, aí vamos respeitar os outros independentemente da cor partidária, da perspectiva racial, das convicções religiosas, das ideias, enfim, temos que pensar numa Angola onde cada um de nós é parte, em que ninguém é excluído, uma Angola inclusiva, onde independentemente das cores partidárias, o país não é uma empresa, o país é de todos.

Antes de todas as nossas convicções, vem Angola, vem o país. Se colocarmos o país em primeiro lugar, seja quem for o candidato, seja quem for o partido, vamos estar ao serviço da Nação. Ao serviço daquilo que é a maioria em Angola que entretanto são muito desrespeitados.


População jovem governada por velhos
A maior parte da nossa geração é jovem e criança. Os jovens e as crianças não têm espaço no nosso país. Temos dos piores sítios para nascer. Temos das piores infâncias, aliás, há quem diga que não existe infância cá. Não temos escola, os jovens não definem absolutamente nada. O nosso país é governado por velhos. Nós somos uma maioria sem poder, sem voz, entretanto temos que criar um país inclusivo, onde as mulheres podem ter espaço, onde tem o equilíbrio do género, o equilíbrio da competência. Onde se valoriza as pessoas pela competência, não pelas apresentações, por aquelas gravatas e etc.

Vamos fazer uma Angola inclusiva onde todas as forças produtivas podem ajudar a construir esse país de futuro. Essa é a minha mensagem de paz para estas eleições.

Tolerância e respeito na diferença
Depois pensarmos que temos que ser sinceros connosco mesmos. Quer dizer, não podemos pensar na fraude, não podemos pensar no meio caminho. E para quem estiver a nos assistir, se está feliz, vota na continuidade, mas se eventualmente está insatisfeito, vota na alternância política.

Eu acho que todos os países têm que experimentar a mudança, é o meu ponto de vista e alternar é dar a oportunidade de tornar mais pessoas [como] parte do processo.

Alternância neste país, neste preciso momento, seria uma política inclusiva.

13/06/2017

UMA MÃO PARA A LÓMIA – OVOKO YE KWATISSO VA LÓMIA


UMA MÃO PARA A LÓMIA – OVOKO YE KWATISSO VA LÓMIA
Lobito, 13.06.2017

A OMUNGA esteve no Caimbambo, mais concretamente na aldeia da Lómia. Durante a visita, pudemos conversar com o director da escola primária Mutu-ya-Kevela, daquela comunidade, Quinto Chivela.

A escola vive inúmeros e graves problemas que vão desde as instalações, à fala de alimentação, até à escassez de material didático para os alunos.

Por tal motivo, decidiu-se arrancar com a campanha de solidariedade UMA MÃO PARA A LÓMIA – OVOKO YE KWATISSO VA LÓMIA.

A referida campanha terá o seu arranque já no próximo sábado, 17 de Junho, pelas 19 horas no Café-Boutique Chiquitos, em Benguela.

Participa, por uma Angola para todos, com todos! 

CADA UM DE NÓS ACABA SENDO UM AGENTE DE EDUCAÇÃO CÍVICA


CADA UM DE NÓS ACABA SENDO UM AGENTE DE EDUCAÇÃO CÍVICA
Lobito, 13.06.2017

A 8 de Junho, a CNE iniciou a campanha nacional de educação cívica eleitoral que tem 4 objectivos:
1 – Preparar, educar, informar e sensibilizar os cidadãos eleitores para participarem de forma activa e consciente nas eleições gerais de 2017;
2 – Mobilizar e esclarecer sobre o exercício do voto, como, onde e porquê votar;
3 – Incentivar a participação dos eleitores de forma a evitar a abstenção
4 – Promover a tolerância democrática e a aceitação dos resultados eleitorais.

Por seu turno, o presidente da Comissão Provincial Eleitoral de Benguela, realçou que a referida campanha está sub-dividida em 3 fases, nomeadamente a de explicação sobre as eleições gerais, debruçando-se sobre democracia e cidadania, seguindo-se a divulgação, consulta dos cadernos eleitorais e localização das assembleias de voto e, por último, a fase visa esclarecer os eleitores sobre o que é o voto, onde se vota, como se vota e o valor do voto.

O presidente da CPE de Benguela, reconheceu o papel importante da sociedade civil neste processo alertando para “o respeito dos princípios do respeito à Constituição e da lei, da não discriminação, da liberdade de escolha dos cidadãos, da isenção partidária, do civismo, do zelo, do espírito patriótico, do princípio democrático e pautar pela responsabilidade, humildade, tolerância e flexibilidade.

A OMUNGA conjuntamente com a ADRA, AJS, CRB, OHI e OHPA, constituiram uma plataforma da sociedade civil enquadrada dentro do Observatório Eleitoral Angolano (ObEA) e está neste momento precisamente a trabalhar na educação cívica dando especial enfoque para a tolerância olítica e a construção da paz.

OPINIÕES DOS CIDADÃOS SOBRE AS ELEIÇÕES


OPINIÕES DOS CIDADÃOS SOBRE AS ELEIÇÕES
Lobito, 13.06.2017

Isabel Fernanda
É um processo em que o cidadão vote a um partido ideal
Espero que depois das eleições não haja conflitos, quem perdeu, perdeu, quem ganhou, ganhou. Espero que tudo volte ao normal como antigamente


Felizberto Holua
Eleições é um processo que se realiza em países democráticos em qe se dá o direito ao cidadão de escolher aquele que lhe vai governar.
Mensagem que deixo aos políticos é que a fase da campanha eleitoral, nas suas propagandas políticas, façam essas campanhas num clima de tolerância, num clima pacífico, sem agressividades
Propagandas e campanhas eleitorais com espírito de paz, com espírito de tolerância e espírito de reconciliação nacional.

Pedro Damião João
Os partidos políticos devem encarar este momento como um momento de responsabilidade, respeitar a quem for escolhido e quem seja escolhido que exerça em função daquilo que são os seus programas

Em função disso, os outros concorrentes devem respeitar quem ganhou, porque jogou e participou e portanto convenceu.