28/04/2017

INTOLERÂNCIA POLÍTICA EM ANGOLA NUNCA ACABOU - INTOLERÂNCIA É A MANEIRA COMO OLHAMOS O OUTRO: Rev. Daniel Ntoni-Zinga


INTOLERÂNCIA POLÍTICA EM ANGOLA NUNCA ACABOU - INTOLERÂNCIA É A MANEIRA COMO OLHAMOS O OUTRO: Rev. Daniel Ntoni-Zinga
Lobito, 28-04-2017

O Reverendo Ntoni-Zinga esteve na cidade do Lobito onde orientou uma das edições do Quintas de Debate que se realizou a 20 de Abril e onde falou sobre a “Participação da Sociedade Civil no Processo de Paz.”

No final da sessão, Ntoni-Zinga falou para a equipa da OMUNGA onde expressou que “intolerância política em Angola nunca acabou”.

O reverendo argumentou que “temos definido a intolerância duma maneira que não é correcta”. Acrescentou ainda que “não devemos falar de intolerância apenas quando alguém fala ou faz algo mais violento”.

Para Ntoni-Zinga, “intolerância é tudo que eu faço que dificulta o outro a actuar como deve ser, cumprir com a sua tarefa de cidadania”. Reforçou ainda que, “intolerância não é apenas de alguém bater, ou alguém proibir, mas é a maneira como olhamos no outro. Olhar no outro como adversário, é normal, mas tentar ignorar que existe já é intolerância”.

27/04/2017

O LIXO TAMBÉM SERVE PARA ALGUMA COISA


O LIXO TAMBÉM SERVE PARA ALGUMA COISA
Lobito, 27-04-2017

O atelier “Era Uma Vez”, em Benguela, foi mais uma vez alvo de visita acompanhada de alunos de escolas primárias públicas do Lobito, envolvidos no projecto OKUPAPALA, apoiado pela embaixada do Canadá.

Desta feita, a 7 de Abril, 21 crianças, entre as quais 10 meninas, da escola Mutu-ya-Kevela, Bº da Luz, Lobito, visitaram o referido atelier, onde puderam ter informações e contactos com materiais reciclados ou reutilizados.

Edna Kioka, proprietária do “Era Uma Vez”, no final da visita, reforçou que “é preciso urgente pensar que não faz sentido nos dias de hoje não haver qualquer tipo de programa, no país, sobre a reciclagem”.

Já Laurinda Kalandula, uma das crianças que visitou o atelier, disse que “aprendeu que não se deve deitar o lixo também serve para fazer alguma coisa”.

Outra aluna, Maya Josefina, na altura considerou que “quando temos alguma coisa não devemos deitar, devemos reciclar”, enquanto o aluno António Lourenço disse que o lixo pode “ser útil para outras coisas”.

CRIANÇAS DE ESCOLAS PÚBLICAS CONTINUAM SUAS ACTIVIDADES EM OFICINAS EXTRA-ESCOLARES

CRIANÇAS DE ESCOLAS PÚBLICAS CONTINUAM SUAS ACTIVIDADES EM OFICINAS EXTRA-ESCOLARES
Lobito, 27-04-2017

Em Fevereiro deste ano, a OMUNGA arrancou com um projecto, dentro do OKUPAPALA, e apoiado pela embaixada do Canadá, de actividades extra-escolares que se propõem a promover a consciência ambientalista e cidadã.

Dentro das actividades, realizam-se oficinas temáticas, visitas de interesse, excursões, apresentações e debates.

O projecto envolve as direcções escolares, os professores e os encarregados de educação que participam na organização e implementação das referidas actividades.

Foi assim que a OMUNGA ouviu inicialmente as expectativas das crianças.


Ao fim de dois meses de arranque dos trabalhos, a OMUNGA ouviu a opinião de monitores das oficinas de jornalismo que fizeram a sua avaliação.

Livulo Prata, um dos voluntários, acha que “gradualmente vai-se notando que as crianças, aquilo que têm aprendido, têm posto em prática, porque é notório que sempre que damos aulas, antes de começar, fazemos a retrospectiva da aula anterior. Isto faz-me ter uma avaliação positiva e gradual.”

O activista considera também que o envolvimento dos pais é importante ao considerar que “quando se fez a visita às casas dos pais, em que os pais dizem que eles quando chegam em casa, os alunos, os seus filhos conseguem explicar aquilo que tem sido as aulas”.

Disse ainda que “os pais dizem que quando os filhos chegam em casa, perguntam, onde estavam, os filhos dizem que estavam na formação e acabam por dizer, fazem a retrospectiva aos pais [sobre] aquilo que tem sido a formação aqui na OMUNGA”.

Segundo Livulo Prata, as crianças, “mesmo não tendo material, pegam nos telefones dos pais, ou uma lata, parecendo ser um gesto de demonstração, pegam aquilo como se fosse câmara e fazem esse exercício lá no bairro”.

Para o monitor da oficina de vídeo/jornalismo na escola do Ngolo D’areia, “fruto disto, os pais demonstraram também de querer ter uma formação na presença dos filhos”.


Já para Eduardo Ngumbe, o facilitar da oficina de vídeo/jornalismo na escola do Bº 27 de Março, considera ser difícil “fazer-se um jornalista sem que saiba manusear um computador”. Por isso, considerou que “a OMUNGA dentro do seu quadro de programas que antes, com as crianças era de jornalismo e vídeo participativo, achou por bem acrescentar mais a formação de computador. Eles têm que ter o ABC do computador para que desde tenra idade aprenderem o uso desta ferramenta para que não lhe seja novidade no futuro próximo”.

Os activistas da OMUNGA tentaram também ouvir as crianças que disseram que estão a aprender “o teclado e o computador que faz investigar na internet”.

O GOVERNO É O PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELAS CONDIÇÕES DE TOLERÂNCIA E DE PAZ NO PROCESSO ELEITORAL 2017


O GOVERNO É O PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELAS CONDIÇÕES DE TOLERÂNCIA E DE PAZ NO PROCESSO ELEITORAL 2017
Lobito, 27.04.2017

“Eleições Livres Já!” é um projecto da OMUNGA que pretende monitorar o processo eleitoral 2017, dando uma abordagem sobre a tolerância política, a paz e a não violência.

Foi assim que ouviu Augusto Nelehon, 1º secretário municipal da UNITA no Lobito que nos disse que o processo “tem que ter a envolvência de muita gente, as igrejas, mas também o governo tem que fazer um grande esforço.”

Para este dirigente político, “quem controla o Estado é o governo, ele é que tem as forças armadas, ele é que tem a polícia.”

Por isso apela para que realmente se trabalhe para que “o povo angolano tenha efectivamente o sossego.”

O projecto “Eleições Livres Já!” é apoiado pela NED e OSISA. A OMUNGA representa em Benguela, a coordenação do Observatório Eleitoral Angolano (OBEA) uma plataforma da sociedade civil que desenvolve acções de educação cívica e observação eleitoral.

OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVEM TER UMA MENSAGEM SÉRIA – DEVEM TER CONFIANÇA NA SUA PRÓPRIA MENSAGEM: REVERENDO NTONI-ZINGA


OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVEM TER UMA MENSAGEM SÉRIA – DEVEM TER CONFIANÇA NA SUA PRÓPRIA MENSAGEM: REVERENDO NTONI-ZINGA
Lobito, 27-04-2017

O Reverendo Ntoni Zinga esteve no Lobito a convite da OMUNGA para participar numa edição do Quintas de Debate, realizada a 20 de Abril, no Instituto Politécnico Lusíada, onde falou sobre o “Papel da Sociedade Civil no Processo de Paz”.

Depois da actividade, o reverendo deixou a sua mensagem de paz para o processo eleitoral 2017 onde realçou que [os partidos] devem ter “uma mensagem séria e confiar naquilo que eles pensam fazer para o país, devem ter confiança na sua própria mensagem, na sua própria posição.”

Alertou ainda que é uma perda de tempo ficarem apenas a falar mal uns dos outros mas “passar a mensagem, dizerem como pensam que o país deve ser”.

Ficou claro que é altura dos partidos políticos preocuparem-se mais, para além de esclarecerem sobre os seus sonhos para Angola, principalmente com “o como pensam fazer para o país ser aquilo que pensam que deve ser”.

18/04/2017

PGR ABRE PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA MANIFESTANTES DE LUANDA E BENGUELA


PGR ABRE PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA MANIFESTANTES DE LUANDA E BENGUELA
Lobito, 18-04-2017

Hoje 18 de Abril de 2017 a Associação Omunga através do seu representante em Luanda, foi ouvida pela digníssima procuradora Drª Elizeth Paulo junto dos serviços de investigação criminal (SIC) devido à participação crime endereçada à PGR.

Na participação crime consta a Repressão Sangrenta contra os manifestantes, ocorrido nas cidades de Luanda e Benguela no dia 24 de Fevereiro de 2017.  De salientar que os organizadores, pretendiam nessa data, exigir a demissão de Bornito de Sousa do cargo de Ministro a Administração do Território do Governo de Angola, considerando que existe incompatibilidade com a sua possível inclusão na lista de candidatos do MPLA às eleições de 2017.

Por sua vez, a OMUNGA tomando conhecimento da acção perpetrada pela policia nacional contra os manifestantes das duas cidades, ambos do movimento revolucionário, endereçou uma carta datada de 28 de Fevereiro do corrente ano ao Procurador-Geral da República no sentido de investigar e consequentemente a abertura de um processo crime.

Foi aberto hoje um processo crime com o número 777/17-A.  Inicialmente a digníssima procuradora ouviu apenas o Sr. João Malavindele Manuel como activista e representante da OMUNGA em Luanda que se fez acompanhar de provas que demonstra a violência ocorrida durante a manifestação. Quanto aos lesados e aos organizadores das manifestações serão notificados para prestarem declarações e ao mesmo tempo apresentarem outras provas que podem fazer parte do processo.


De acordo com a disponibilidade da digníssima procuradora, no dia 25 do corrente mês deverá receber em audiência os lesados ou testemunhas (da manifestação de Luanda) mediante a confirmação dos mesmos, enquanto que para os lesados ou testemunhas de Benguela serão ouvidos a nível local com a anuência de Luanda.

14/04/2017

DOMINGAS JORGE CONTINUA A RECLAMAR DA ADMINISTRAÇÃO DO LOBITO


DOMINGAS JORGE CONTINUA A RECLAMAR DA ADMINISTRAÇÃO DO LOBITO
Lobito, 14-04-2017

Em meados de Março, depois de uma chuva, uma árvore da via pública tombou, destruindo parcialmente o muro da residência nº 10, localizada na rua da Bolama, Bº da Luz, na cidade do Lobito.

A proprietária da referida residência, solicitou a intervenção da administração municipal mas sem qualquer resultado, no início. A referida árvore tombada que se apoiava no telhado tinha também o seu peso sobre os cabos eléctricos da iluminação pública e sobre o gradeamento do muro. A situação em que se encontrava colocava em perigo os moradores e peões.

Depois de muita insistência e da OMUNGA ter solicitado a intervenção da administração para a remoção da referida árvore sobre a residência, que veio a ocorrer cerca de um mês depois, deixando assim de ser uma ameaça.

Infelizmente, os trabalhadores dos serviços comunitários, deixaram no passeio o tronco, considerando ser uma responsabilidade dos moradores retirarem agora o tronco.

Domingas Jorge chama à responsabilidade da administração municipal do Lobito para que retire o tronco caído e que faça uma inspecção às demais árvores, já que na sua opinião, "existem outras árvores na rua em eminência de caírem, declarando que “depois de 20 dias é que vieram aqui bem nervosos e ainda tiveram coragem de me perguntar se a senhora tem dinheiro. Se isso é trabalho deles, se nós pagamos impostos, se é trabalho do Estado, eu tenho que pagar? Porque aqui tinha perigo, perigo da energia e tinha perigo das crianças. Isto vai ficar assim bem feio na rua? E se vier uma visita de fora, fica bonito?”.

A moradora ainda recomenda que perante estas situação, “tem mesmo que os chamar [a administração] porque se isso é um trabalho que posso fazer, eu posso fazer, mas isto é trabalho da administração...” e concluiu dizendo que “naquele tempo aqui, havia as pessoas que varriam na rua, agora já não tem, mas nós também conseguimos varrer na rua.


A OMUNGA já interveio de novo solicitando a intervenção urgente da administração municipal do Lobito para a remoção do referido tronco.